Pular para o conteúdo
</>RoByte

Buscar cursos e aulas

Aulas do curso

Vídeo em breve

Por enquanto, esta aula está disponível só em texto — o vídeo entra assim que ficar pronto.

Git no seu computador

Primeiros passos com Git

O que é versionamento, a diferença entre Git e GitHub, os três lugares por onde seu código passa e o ciclo add, commit, log. · 15 min

Você já viu arquivos com nomes como trabalho_final_v2_agora_vai.docx? Esse é o problema que o versionamento resolve: em vez de criar cópias do arquivo, você guarda o histórico de todas as mudanças e pode voltar a qualquer ponto dele.

O Git é a ferramenta de versionamento mais usada do mundo. Ele roda no seu computador, funciona sem internet e registra “fotografias” do seu projeto, chamadas de commits.

Dica

Git e GitHub não são a mesma coisa. Git é a ferramenta que roda na sua máquina. GitHub é um site que hospeda repositórios Git na internet, para você guardar backup e colaborar. Neste módulo usamos só o Git, e o GitHub entra no módulo seguinte.

Instalando e configurando

Baixe em git-scm.com (no Windows, ele instala também o Git Bash) e confira a instalação:

git --version

Antes do primeiro commit, diga ao Git quem você é. Essas informações aparecem em cada commit que você fizer:

git config --global user.name "Seu Nome"
git config --global user.email "seu-email@exemplo.com"
git config --global init.defaultBranch main

Os três lugares do seu código

Entender isso resolve metade da confusão com Git:

  1. Diretório de trabalho: os arquivos como você os vê e edita.
  2. Área de preparação (staging area): onde você separa o que vai entrar no próximo commit.
  3. Repositório: o histórico de commits já registrados.

O caminho é sempre o mesmo: você edita, prepara com git add e registra com git commit.

Seu primeiro repositório

mkdir meu-projeto
cd meu-projeto
git init

git init cria uma pasta oculta .git, onde o Git guarda todo o histórico. Crie um arquivo qualquer, por exemplo ola.py com print("Olá"), e acompanhe:

git status                  # mostra o estado: ola.py aparece como "não rastreado"
git add ola.py              # move o arquivo para a área de preparação
git status                  # agora ola.py está pronto para commit
git commit -m "Adiciona script de boas-vindas"
git log --oneline           # lista os commits, um por linha

O -m é a mensagem do commit: uma frase curta dizendo o que mudou e por quê. Daqui a meses, ela é o que vai te lembrar do que você fez.

Atenção

git add . prepara todos os arquivos alterados de uma vez. É prático, mas rode git status antes para conferir o que vai entrar, senão você pode commitar sem querer arquivos que não deveriam ir para o histórico.

O ciclo do dia a dia

# 1. edite os arquivos
git status
git add arquivo1.py arquivo2.py
git commit -m "Descreve a mudança"

Faça commits pequenos e frequentes, cada um com uma mudança que faz sentido sozinha. Um commit gigante com “várias coisas” é difícil de entender e muito difícil de desfazer.

Exercícios

Exercício

1. Aquecimento. Instale o Git, faça a configuração inicial e rode git config --list para conferir que seu nome e e-mail aparecem.

Exercício

2. Primeiro repositório. Crie uma pasta, rode git init, adicione um arquivo README.md com o nome do projeto e faça o primeiro commit. Use git log --oneline para ver o resultado.

Exercício

3. Desafio. Crie três arquivos diferentes, mas faça dois commits: o primeiro com só um dos arquivos, o segundo com os outros dois. Use git status entre cada passo para ver como o estado dos arquivos muda.